Autorrealização

Autorrealização significa descobrir quem você é realmente, além do complexo mente-ego-corpo; é viver em seu ser, atingir a testemunhalidade, a totalidade ou não-dualidade.

Foto de telescópio da galáxia M33 © Daniel Cid
Foto de telescópio da galáxia M33 © Daniel Cid

Algumas das pessoas que se tornaram autorrealizadas ou tiveram um vislumbre do seu verdadeiro ser nos legaram algumas pistas e apontamentos do que vem a ser esse estado, que não pode ser descrito, mas vivenciado. Estes são encontrados nas tradições do yoga, do vedanta das Upanishads, do Tao e do Zen, em Jesus, em Osho, no caminho do Buda…

É seu estado de silêncio, é seu estado de universalidade.

É você sem o ego e seus problemas.

É você sem nenhuma pergunta e também sem qualquer resposta – simplesmente em silêncio.

E não há alegria que possa transcender este silêncio.

É pura luz, é puro deleite.

Osho, falando sobre iluminação em Além da Psicologia, em cap. 11, pergunta 4

Um dos nomes para esta realização é brahmajnana ou conhecimento de brahman.

Autorrealização é emancipação, kaivalya. E emancipar-se significa independizar-se ou não precisar mais de algo, no caso, dos mundos manifestados, de prakriti (a natureza manifestada como um todo, que inclui nossos corpos e mente). E a “evolução” de kaivalya parece ser nirvana.

No yoga, autorrealização é um aspecto de samadhi.

Em tradições reencarnacionistas, a autorrealização pode levar a pessoa à liberação do samsara.

A palavra autorrealização não será empregada neste site significando o sentimento de satisfação que temos quando atingimos objetivos (profissionais, técnicos, sociais, espirituais etc.) ou um estado mental e ou status de vida idealizado neste mundo ou em domínios astrais.

Para esse processo de desenvolvimento, aperfeiçoamento, desfrute e sensação de completude pessoal (ou seja, atrelados ao ego) que alguém pode alcançar utilizaremos o termo realização pessoal.

A quietude e a realização do ser

Uma pessoa calada pode estar com a mente muito ativa. Uma pessoa ativa pode estar em solitude.

O verdadeiro silêncio ou quietude é o silêncio da mente.

O que impede que a gente perceba o ser é a mente; seu silêncio leva à realização do ser; enquanto vivenciamos este, nosso sentido de eu desaparece.

Por mente e sentido de eu poderem desaparecer dizemos que eles são mayávicos – ilusórios, transitórios.

Com este pouquinho de informação, podemos perceber que a quietude (mental) torna-se realização.

A realização não é algo que se conquista novamente; ela já está presente. Tudo o que é necessário é livrar-se do pensamento “Não realizei”.

Ramana Maharshi, Ensinamentos Espirituais, p. 85.2

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