Vijnana (Vijñāna)

➡️ vi: (prefixo) separação, disjunção; não-; discriminação; distinção. Também: intensidade; grandeza; multiplicidade.
➡️ jnana (jñāna): conhecimento; inclui autoconhecimento como atman, consciência.

A própria composição literal da palavra vijnana nos dá seus significados:

  • conhecimento discriminativo, e também a faculdade de pensar e conhecer, o intelecto (vijnanamaya kosha);
  • conhecimento prático, conhecimento intelectual e experiencial direto, aquilo que o ser experimenta e processa com a mente através de inferências e informações dos sentidos físicos, dos instrumentos de ação e das faculdades parapsíquicas;
  • conhecimento ou jnana intenso ou supremo.

Dependendo do contexto em que é utilizada, vijnana pode ter um desses significados.

Como se pode notar nas respectivas descrições, muitas vezes jnana e vijnana podem ser considerados sinônimos.

Conhecimento intelectual e discriminativo

Vi significa basicamente separação, que permite a vivenciação. É vijnana quando você contempla ou experiencia, desde um copo d’água aos mais diversos domínios da existência toda: existe um observador.

O conhecimento dos mundos manifestados, tanto teórico como sua aplicação prática na vida, é vijnana. Conhecimento científico ou experimentado é vijnana.

Conhecimento de conteúdo espiritual ou transcendental aprendido através de um guru e do estudo de textos e caminhos espirituais, conhecimento experiencial e mesmo o conhecimento que irradia do próprio Ser, ao ser processado pela mente, também é vijnana.

Nesta categoria, vijnana trata do objetivo, está no domínio do “sentido de eu e tu”, “eu e a Existência” (o “ego” em sua mais alta concepção como “alma individual”).

É a nossa própria faculdade mental discriminativa (vijnanamaya kosha ou buddhi), e é utilizado para propósitos nos mundos manifestados (físicos, extrafísicos), mas que também pode nos direcionar para camadas mais profundas e próximas a nosso verdadeiro Ser.

Vijnana também pode significar sabedoria, entendimento e discernimento.

Conhecimento supremo

Mas este vi também denota intensidade, e aí vijnana transforma-se na mais alta forma de jnana (que também é jnana), a experiência direta (anubhava) do real, um conhecimento ou autoconhecimento supremo, onde o objetivo e o subjetivo se unem e não existe mais eu e tu, somos a própria a existência.

Neste jnana último, há uma unidade, identidade com o Todo, não-dualidade. Talvez por isso Vivekananda tenha citado vijnana como o “conhecimento absoluto” ou “onisciência”, equiparando-o à própria consciência, e seu mestre Ramakrishna tenha explicado-o como um jnana mais intenso, porque experiencial.

O vijnana discriminativo manifesta-se no ápice da devoção, que é direcionar-se para o objeto de contemplação. Neste intelecto (do qual não intuímos a real dimensão e poder), você diz: “Eu tive uma experiência com Deus”. No jnana ou vijnana supremo, “Eu tive uma experiência de Deus”, ou “eu sou Deus ou o Todo”, “eu e o Pai somos um“, “eu e a existência somos um”, ou “somos todos um”.

Pesquise aqui referências a Vijnana no site.

Aprofunde-se e consulte outros significados de Vijnana (Vijñāna) na Yogapedia (em inglês) ou na Wisdom Library (português - tradução automática -, ou original em inglês). Na Wisdom Lib., caso o termo não seja listado, repita a pesquisa com o tipo Wildcard ou tente este link (pt / original-en).

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