Hridaya ou hrid significa coração e, como em diversas outras línguas, em sânscrito também refere-se tanto ao coração físico quanto à essência do ser ou seu princípio vital, localizados no “coração”.
O coração físico é apenas uma manifestação ou o lado externo do coração interior. Sim, o coração não é tão simples quanto pensas.

O coração real é considerado o centro ou sede do amor, do sentimento e por vezes do próprio sentido de ser. É por isso que sentimos o amor no peito, e não na cabeça (se você está amando com a cabeça, algo está errado).
O atman, mais sutil do do que o sutil e maior do que o maior, reside velado nos corações das criaturas. Aquele que não tem desejos, estando livre da dor, percebe através da pureza dos sentidos e da mente a majestade do senhor.
Shvetashvatara Upanishad III.20, traduzido pelo site Mokshadharma
Embora todo-permeante, diz-se que o espírito ou atman tem no corpo humano sua sede no coração.
Na verdade, este coração espiritual é o nosso próprio ser, o atman, a consciência.
“Prajapati é o coração [hridaya], é este Brahman, é isso tudo. “Coração” [hridaya] é composto de três sílabas. “Hri” [trazer] é uma sílaba, e para aquele que conhece isso, seu próprio povo e outros trazem [oferendas ou presentes]. “Da” [dar] é uma sílaba, e para aqueles que sabem disso, seu próprio povo e outros lhe dão [presentes ou poderes]. “Yam” [ir] é uma sílaba, e quem sabe isso vai para Svarga-Loka (paraíso).
Este [coração] é certamente Aquele, a Existência. Quem quer que conheça este grande, adorável, primeiro-nascido como o Real-Brahman [a Verdade], conquista a estes mundos, e vence igualmente qualquer inimigo – quem quer que conheça este grande, adorável, primeiro-nascido desta maneira, pois a Verdade é certamente Brahman”
Brihadaranyaka Upanishad 5.3-4 (5º Ad, 3º-4º Br)
“Identificado com a mente sensorial, este Purusha tem como real essência a luz. Está no interior do coração [hridaya], pequeno como um grão de arroz ou de cevada. Ele é o senhor de tudo, o regente de tudo e governa tudo o que existe.”
Brihadaranyaka Upanishad 5.6 (5º Ad, 6º Br)
Hridayagranthi (Hṛdayagranthi): o nó do coração
Hridayagranthi é o nó do coração. Nele está a ideia de que somos o nosso corpo, que gera o apego a esta vida. Ao mesmo tempo que o coração espiritual é nossa própria existência, este ponto de sua conexão com o corpo faz com que o espírito identifique-se com a matéria e se apegue a ela, pensando ser um corpo e uma alma individuais.
O caminho de volta é o mesmo que o da ida: o coração e o autoconhecimento que dissipam seu nó mayávico.
Aquele que é onisciente e tudo percebe, cuja glória se manifesta neste mundo, é o Atman que reside no akasha (espaço) da luminosa cidade de Brahman (coração). Ele tem a natureza da mente e é o guia do corpo e dos sentidos. Ele subsiste no alimento, embora situado no coração [hridaya]. Os sábios, com este conhecimento, percebem o Imortal que resplandece Bem-aventurado.
Quando Ele é percebido tanto como antecedente (causa) quanto consequente (efeito), o nó do coração [hridayagranthi] é cortado, todas as dúvidas são dissipadas; e todos os seus karmas perecem.
Mundaka Upanishad 2.2.7-8, tradução Site Mokshadharma
Meditação
“Tocando os globos oculares como uma pena, a leveza entre eles se abre no coração e lá permeia o cosmos.”
Vijnana Bhairava Tantra meditação 13 (transcrito por Paul Reps e traduzido por Albecy Cavalari e Rafael Blanco em A Carne e os Ossos do Zen, p. 224)
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