Presente e futuro (Carl Gustav Jung)

Título original: Gegenwart und Zukunft [Presente e Futuro] – 1957, publicado em inglês como The Undiscovered Self [O Eu Desconhecido].
➡️ Vol. 10/1 da Obra Completa.
2013 – 8ª edição
Editora Vozes
80 págs. (Kindle 94 págs.)

Em Presente e Futuro, um maduro Jung tece suas considerações sobre alguns dos desdobramentos sociais da psicologia individual do ser humano, começando exatamente pelo fato de que cada indivíduo tem suas particularidades, que as estatísticas e suas médias são incapazes de medir (seção 495).

As referências bibliográficas na obra de Jung são feitas aqui pelo número do parágrafo, entre parênteses.

Presente e futuro (Carl Gustav Jung)
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No âmbito religioso, muitas vezes a fé, baseada em convicções tradicionais, dista da experiência existencial dos fieis. Outros aspectos sociais influenciados pela religião são a separação do ser humano de sua natureza instintiva, que pode se tornar patológica, e episódios em que o diretor espiritual assume o papel de psicólogo ou curador de mentes, o que pode limitar o tratamento a seus pressupostos confessionais (§ 533).

Como Jung dá grande importância aos aspectos simbólicos e rituais da religião – como expressões de nossos conteúdos arquetípicos ancestrais -, no caso do Cristianismo, por ex., ele acredita que perdemos a oportunidade de aproveitar sua simbologia quando nos atemos a uma interpretação meramente literal de suas escrituras (s. 521B e 541B).

O mestre Jung aponta como a massificação é a degradação do ser humano, que o leva à infantilidade (s. 536 e 538).

Essa massificação é encontrada na religião e na política, onde as massas fanáticas nas mãos de um louco – que pode ser um líder carismático – se encontram temerariamente inconscientes (s. 535).

Movimentos sociais como um todo potencialmente podem iludir o ser humano ao fazê-lo voltar-se exclusivamente para o exterior e esquecer de sua individualidade e de seu processo de desenvolvimento.

O Comunismo, emergente no início do século passado, chamou a atenção de Jung também por tirar a dignidade do homem ao retirar-lhe a liberdade tanto no sentido social como no moral e espiritual (s. 559).

Por fim, ele aponta como projetamos o que está em nossa sombra, o que está renegado ao inconsciente, o mal, o diabo, que habita dentro de nós, no outro, nos outros (s. 572-573), e como essa falta de autoconhecimento (s. 579) nos leva à perda da ligação e identificação entre nós, que poderia ser restabelecida ao admitirmos nossas falhas e estabelecermos assim mais elos de ligação afetiva, abrindo as portas, quem sabe, para o amor mútuo (s. 580).

“Onde acaba o amor, têm início o poder, a violência e o terror.”

Carl Gustav Jung, em Presente e Futuro, s. 580f

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